sexta-feira, dezembro 23

Dexter Season 6 Finale


Atenção contém Spoilers
E é com grande mágoa que comento o episódio final de
Dexter, não porque tenha sido péssimo, mas porque só vamos ver este serial killer em Outubro do ano que vem...
Finalmente uma maneira imprevisível de terminar uma temporada, o realizador prometeu um final bíblico, e deu-nos um final divino.
Magistral a forma como termina com Debra a entrar na igreja e ver o irmão a esfaquear o Doomsday Killer...
Após tantos anos a fugir (literalmente) à polícia e a omitir a sua verdadeira natureza assassina através de mentiras e esquemas muito bem montados. Dexter vê-se finalmente confrontado com o seu maior medo, ser apanhado pela própria irmã que, naquele momento, se encontrava perdidamente apaixonada. Continuará
Debra neste estado emocional, ou denunciará o irmão? Podemos deduzir que assinadas já duas temporadas, a sétima e a oitava, Debra não irá denunciar o irmão. O deixa uma dúvida ainda mais sombria... Irá ajudá-lo? Irá ignorar o "passageiro sombrio" da pessoa que mais ama no mundo? E onde fica Harrison no meio desta história? Será a razão para Debra não entregar o irmão? A resposta chega em 2012...
Confesso que não gostei muito da ideia da irmã se apaixonar pelo irmão mas, faz todo o sentido se estamos perante uma "pintura" destas.

Então é aquele estagiário que anda literalmente a perseguir o Dexter... Será ele o próximo serial killer? Mais uma resposta que deve chegar em 2012 se o mundo não acabar.


Só nos resta esperar para mais um ano de homicídios, suicídios e claro sangue, muito sangue...

Drive

Um homem que tem uma excepcional condução, apaixona-se por uma mulher casada, e então os problemas começam...

Não é novidade para ninguém que Ryan Gosling é um actor magnífico, para além disso temos ainda uma actriz também ela extraordinária, Carey Mulligan, juntos tornam este filme muito mas, mesmo muito mais intenso.
A película não tem quase diálogo nenhum, mas isso não a torna cansativa, por mais incrível que possa parecer. Devido à escassa interacção verbal entre as personagens, principalmente a de Gosling, o trabalho dos actores torna-se portanto muito mais complicado, principalmente devido à complexidade dos papeis que estão a desempenhar. Todavia não temos desilusões nem péssimas interpretações
.
A realização do filme está fantástica, com uns planos muito interessantes, que combinados com uma banda-sonora diferente mas, nem por isso mal escolhida, conduzem a um excelente produto cinematográfico.

Confesso que não conheço o trabalho de Nicolas Winding Refn mas, acho que comecei bem.

Antes de ver o filme, li algumas críticas ao mesmo em que diziam que esta película era muito semelhante aos filmes de Tarantino, é verdade que tem alguns traços análogos ao realizador, a violência visual, a música desenquadrada (mas perfeita) e movimentação da câmara são alguns dos pontos mais evidentes desta semelhança.

À parte isso, vale a pena conduzir até ao cinema para ver este filme, mais que não seja pela brilhante interpretação de Gosling com o seu escorpião desenhado nas costas.
Acreditem que quem não gosta de conduzir, pode mudar de ideias depois de uma ida ao cinema. Porque não? Ao menos é um incentivo...

terça-feira, dezembro 13

Previsões para as Nomeações



Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=VwX4Guthfmw publicado por Wazzapu

Dangerous Method 2

Um psiquiatra resolve ajudar uma paciente com tendências masoquistas entre outras psicoses, no entanto, isso poderá mudar a sua vida para sempre...

Começo por louvar e aplaudir a actriz Keira Knightley que está completamente fabulosa e assustadoramente perfeita neste filme. Esta jovem artista chega mesmo a superar-se nas cenas iniciais, quando reina o auge da loucura da sua personagem, Sabrina. Knightley revela uma enorme preparação para o papel e uma excelente interpretação, tão perfeita que por vezes até se torna incomodativa.

Esta magnifica performance vem acompanhada de outra igualmente brilhante falo, obviamente, de Viggo Mortensen, que demonstra mais uma vez as suas extraordinárias capacidades artísticas. Michael Fassbender tem uma representação marcante, mas nalguns momentos pouco convincente. Em suma, neste plano o filme está magistralmente bem conseguido, com uma reunião de dois bons actores que superam qualquer expectativa do espectador.

Como um bom actor não se revela sem um bom argumento (ou pelo menos é algo bastante raro), este texto está deveras bem construído, com a carga dramática ideal sem chegar ao exagero. Acompanhado por uma banda-sonora que, com os gritos ensurdecedores de Keira, se torna verdadeiramente arrepiante.
De um modo geral o filme está bastante interessante, o que me deixou um pouco mais desiludida foi a realização, sobretudo no final onde esperava uma visão mais introspectiva. Penso que David Cronenberg confiou em demasia no magnetismo que Knightley revela em frente às câmaras, com isto não estou a dizer que ela não tenha mostrado esse poder magnético, porque o fez (sobretudo no inicio do filme). Todavia, a personagem que incorpora possui uma elevada carga dramática, que se vai perdendo à medida que avança o tempo no filme.

Com isto espero muito sinceramente que Keira Knightley seja nomeada para o Oscar de melhor actriz secundária. Espero que bem acompanhada por Viggo Mortensen e Joseph Gordon-Levitt (50/50). No entanto, as previsões não me deixam muita esperança...

domingo, novembro 27

Dangerous Method


E a próxima crítica do 7ªArte será dedicada ao novo filme de Keira Knightley... Dangerous Method.
Dizem que ela é uma potencial nomeada para o Óscar de melhor actriz, é isso que pretendo aferir na próxima retrospectiva que vou apresentar!
O realizado David Cronenberg vai aliar-se mais uma vez a Viggo Mortensen e ao principiante Michael Fassbender.


Parece ser a combinação explosiva, também já li que sim, mas vamos ver.
Até lá apresento-vos o trailer...

50/50


Humor negro? Humor mórbido? Nem por isso... Eu diria mais humor sobrevivente!

Seth Roger e Joseph Gordon-Levitt são uma combinação improvável contudo, funciona na perfeição.
Levitt interpreta a personagem de um jovem que não fuma, não bebe, faz a reciclagem e tem um tumor no cérebro. Probabilidade de sobreviver? Digamos cinquenta/cinquenta... Roger é um amigo preocupado mas inconsciente que torna a vida de Levitt numa autêntica combinação de endorfinas em vez que uma estúpida combinação de lágrimas!
Quando pensamos em comédia vem-nos imediatamente à cabeça aqueles filmes de tarde de domingo sem substância e com um enredo no mínimo ridículo que, em vez de nos fazer rir à gargalhada, nos faz chorar como uma Maria Madalena! Aqui está uma obra que nos prova que também existe comédia hilariante mas, muito bem realizada.
Um filme que nos faz rever o valor da amizade e, repensar o que faríamos se alguém ao nosso lado, que vive no nosso coração, atravessasse uma realidade destas... Chorávamos? Riamos? É essa a resposta que este filme pretende oferecer!

Jonathan Levine fez um trabalho impecável ao contar a sua experiência de vida de uma forma única, com um sentido de humor hilariante, em que não falta ironia e claro o sarcasmo. Também há momentos de "tragédia" mas sempre bem interceptados com um pouco de graça...

Para não me tornar demasiadamente repetitiva, vou limitar-me a dizer que recomendo este filme, para rir, reflectir e agir... Porque sorrir, ou melhor partir a rir, ao lado de um verdadeiro amigo é a melhor maneira para enfrentar adversidades!

segunda-feira, novembro 7

Dexter Season 6


É sem dúvida um dos melhores serial killers de sempre, é sem margem para discordância o melhor assassino da televisão. Michael C. Hall já arrecadou dezenas de nomeações para melhor actor e ganhou algumas dessas nomeações, numa geração onde se contam pelos dedos de uma mão as performances mais marcantes do cinema e televisão da actualidade Hall é sem sombra de dúvida um dos dedos dessa mão...
Contra todas as expectativas e contra todas as adversidades da doença, este magnifico actor nunca deixou de ter uma interpretação única neste papel que, encarnou de alma e coração, se bem que coração não é a expressão mais correcta para caracterizar Dexter. Nunca tive oportunidade ou inspiração para homenagear este magnifico interprete, que espero que se mantenha por muitos anos no pequeno ou no grande ecrã a emocionar-nos quer seja com um personagem homossexual, que seja com um serial killer.


Abandono o meu discurso acerca do protagonista da minha serie predilecta para falar da nova temporada que chegou, finalmente, após alguns meses de espera...

Depois de salvar uma donzela indefesa e a ajudar a saciar a sua "inocente" sede de vingança, Dexter Morgan regressa à sua vida quotidiana, com um Harrison mais crescido, dois enteados que já não fazem parte do seu dia a dia, uma babysister a tempo inteiro e um tempo livre que só tinha quando era solteiro. Tudo isto poderia ser maravilhoso na vida deste assassino em série se não fosse o enorme dilema com que o mundo (e ele próprio) se depara agora... O fim do mundo! É verdade os argumentistas deixaram de pensar em pequena escala e passaram para um mundo altamente complexo, a religião! A crença em Deus, a vida terrena e sobretudo o confronto entre o lado negro de um crente em Deus e o ser mais obscuro de um não crente, são as temáticas presentes nesta, até agora excelente, temporada. Como devem imaginar os resultados deste novo tema estão a deslumbrar os mais entusiastas da série e a cativar aqueles que se apresentavam como indiferentes.

Como promessas são dívidas aqui fica a minha opinião, num sumário bem explicito sobre o que eu penso desta temporada, que ainda pensei que pudesse ser igual à terceira, ou seja, terrível!

Uma magnifica série que mesmo sendo previsível (o Dexter nunca ser apanhado) não deixa de ser entusiasmante em cada episódio que passa!

sexta-feira, novembro 4

Contagion


Um vírus implacável ceifa a vida de uma mulher jovem que aparentemente só tinha Jet Lag ou uma grande constipação. Ela viajou para três sítios: Hong Kong, Chicago e Minessouta...
Dois patologistas (meus colegas por sinal xD) estão a fazer a autópsia, e assim que abrem a calote craniana eis que vêem algo que nunca esperaram ver em toda a sua vida…
Um deles diz:
"- Vai chamar alguém."
O outro responde:
"
- Quem?"
"
- Toda a gente!”

Contágio de Steven Soderbergh começa assim… Com a belíssima Gwyneth Paltrow estendida numa mesa de autópsias, Matt Damon em pânico, Jude Law no caminho para a fama, Kate Winslet numa incessante luta contra a protecção da humanidade, Jennifer Ehle num fato de “astronauta” num laboratório de doenças infecto-contagiosas, Marion Cottilard à procura da origem do vírus e Laurence Fishburne numa luta burocrática, que por vezes se torna bastante conveniente…

Um elenco de luxo, um guião estupendo e uma banda-sonora de cortar a respiração, são os pilares para a construção de uma obra prima. Junta-se a isso uma realização extraordinária e temos um filme de ficção cientifica único!
Uma das coisas que me aterrorizou foi pensar que talvez este filme de ficção cientifica não esteja assim tão longe de se tornar um drama ou um filme de terror. Posso dizer que já vi montanhas de filmes de terror e poucos me conseguiram assustar verdadeiramente, este filme (que não é de terror) deixou-me algo pensativa e perturbada. Mas, aparte as considerações pessoais e talvez políticas há que admitir que estamos perante um memorável filme sobre o que irá acontecer à humanidade se continuarmos neste alucinante ritmo que estamos a viver.
Não é possível descrever a sensação que temos quando vemos numerosas magnificas interpretações num mesmo filme, é complicado explicar como é que acontecimentos distintos encaixam como um meticuloso puzzle sem deixar o espectador confuso.
Um excelente filme que recomendo vivamente a ver no cinema só para ficarmos quietos na cadeira sem tocar em absolutamente nada! Posso ainda dizer que o filme é tão entusiasmante que, quando fui ao cinema, assim que alguém espirrava eu só pensava: Não toques na cara! Lava as mãos primeiro!

Steve Soderberth
realizou uma mão bem cheia de filmes formidáveis, pensei que já tivesse realizado a sua master piece... pelo vistos não!

domingo, outubro 16

Caro Leitor

Caros leitores,

Devido ao início das aulas este blogue será actualizado menos vezes, no entanto não se encontra desactivado.
Continuarei a escrever e espero sinceramente que continuem a ler.


Mais uma vez obrigada pela visita e pelo tempo disponível,

Catarina R.P.


Ps - Continuo a não perder um único episódio de Dexter, prometo brevemente escrever algo sobre a nova temporada deste nosso Serial Killer!

quinta-feira, outubro 6

Uma das últimas entrevistas a Bette Davis



Jornalist - "How do you want to be remembered?"
B. Davis - "As a good actress."
Jornalist - "That is not going to be a problem..."

I say - Bette you're not good... You're magnificent!

quinta-feira, setembro 29

Elegância no Cinema...

Com a aproximação do dia 6 de Outubro, dia da morte de Bette Davis, resolvi fazer uma viagem no tempo e ver, e rever, alguns clássicos da melhor actriz que o cinema já conheceu!
Obviamente que vou deixar uma lista do melhor da Davis para os meus queridos leitores...

The Little Foxes;
Now, Voyage;
All About Eve;
Dangerous;
What Happen to Baby Jane?;
Jezebel, a Insubmissa;
The Virgin Queen;
The Whales of August;
In This Our Life.

Também resolvi ver outros clássicos sem Bette Davis, para alargar horizontes, então seleccionei alguns filmes de Katharine Kepburn...


On Golden Pond;

Guess Who's Coming for Dinner;
The Philadelphia Story;
Bringing Up Baby.

Como já tinha a palavra Hepburn memorizada passei para Audrey Hepburn...


My fair Lady;
War and Peace;
Sabrina;
Roman Holiday;

E já que estava a falar de estilo, elegância e beleza, passei para a secção dos clássicos de Grace Kelly...


The Country Girl;

High Society;
Rear Window;
Dial M for Murder;
Mogambo.

No universo do cinema existem sempre actrizes que se distinguem ou por serem bonitas, ou por serem simplesmente geniais...
Bette Davis é e será simplesmente a mais extraordinária de todas...

domingo, setembro 18

Dexter is back...



Make me a believer?! You can try...

segunda-feira, setembro 5

One Day

Dia 15 de Julho é o primeiro dia do resto das suas vidas...

Dexter
e Ema são os melhores amigos durante vinte anos, até que subitamente (ou não) a amizade deixa de fazer sentido... É aí que começa uma grande história de amor.
Com a realização de Lone Scherfig (An Education), com o argumento de David Nicholls (autor do romance), e ainda com as actuações da belíssima Anne Hathaway e do encantador Jim Sturgess temos tudo, mas mesmo tudo para o filme perfeito.
O tempo passa mas, as personagens nunca alteram a sua essência, ao contrário da sua caracterização que está em constante mutação, tendo sempre em conta o ano ao qual aquele dia 15 de Julho pertence. É fascinante como exploramos a vida de duas pessoas e ficamos a saber tudo sobre eles tendo apenas conhecimento de um único dia de cada ano que passa nas suas vidas, o que revela um magnífico trabalho na construção do argumento adaptado.

É indiscutível que qualquer homem que apareça no ecrã ao lado de Hathaway é completamente enfeitiçado, o que gera sempre uma impressionante química, tanto emocional como física, com a actriz.

Uma montagem muito bem conseguida e uma estupenda banda-sonora ao cargo de mais uma mulher, Rachel Portman.

Um filme com uma simplicidade genuína e magnifica, que nos leva a reflectir na forma como desperdiçamos o nosso prazo como mortais sem dar por isso, em como o tempo passa entre os nossos dedos e queimamos a vida como se de um cigarro se tratasse.

quarta-feira, agosto 31

Friends with Benefits

Forget emocional, get physical!

Depois de "No Strings Attached" e "Love and Other Drugs" chega às salas mais uma comédia romântica sobre "Friends with Benefits".

Mila Kunis e Justin Timberlake têm química, muita química... Os diálogos entre eles são rápidos, com uma perspicácia fascinante e sem dúvida inteligentes. A ideia de entrar no quarto, ver como as coisas correm numa noite, entre duas pessoas que só se conhecem como amigas, que não têm o mínimo interesse emocional uma pela outra, está sem dúvida muito bem conseguido neste filme! O próprio desconhecimento do corpo um do outro tem uma abordagem divertida e ao mesmo tempo extremamente bem descrita neste hilariante filme, sobre duas pessoas que tiveram a sua conta de desgostos amorosos. Mais uma vez temos um realizador, neste caso Will Gluck, a largar os romances de mão dada, que dominaram durante séculos o cinema americano, e passamos às amizades mais digamos que sensuais, sem o mínimo de emoção platónica. Século XXI é sem a menor dúvida o século dos amigos com benefícios, e estes filmes revelam isso mesmo. No entanto, e como sempre, mantém-se o lema ou o velho cliché... Não há sexo sem amor nem amor sem sexo!

É caso para dizer que a minha Era acabou... A Era dos Românticos...

domingo, agosto 7

Super 8


Um filme de J.J.Abrams com um grupo de miúdos, que começou por gerar muitas dúvidas e da minha parte não teve grandes expectativas, no entanto...

Deixem-me dizer que durante algum tempo andei de costas voltadas para Steven Spielberg, este filme veio mudar algumas das minhas desconfianças.
J.J. Abrams consegue guiar um grupo de adolescentes talentosos, de forma a criar um filme com interessantes perspectivas cinematográficas. Com um argumento sólido, actores prodígio, efeitos especiais extraordinários e uma banda-sonora altamente convivente, criou-se um filme magnifico, que faz com que muita gente regresse aos seus tempos de infância.
Os momentos mais marcantes são sem dúvida as cenas de pura entrega por parte do elenco mais jovem à arte de filmar ou representar... Realizadores e actores de palmo e meio mas com muito talento para demonstrar!

Vale a pena regressar ao verão de 1979, nem que seja para recordar o formato "Super 8", e claro o amor incondicional pelo o cinema...

sexta-feira, julho 15

Harry Potter and the Deathly Hallows- Part II

ATENÇÃO CONTÉM SPOILLERS

Chega ao fim um ciclo de magia... a saga que acompanhou a evolução de uma geração (a minha), o fenómeno cinematográfico do nosso século é encerrado por David Yates.


De lado, vou deixar as minhas discordâncias em relação ao final que J.K.Rowling escreveu para Harry Potter.

Comparando esta segunda parte com a primeira, a minha opinião diverge um pouco da maioria dos críticos e entendidos que tive oportunidade de ler, isto porque, considero o primeiro filme muito superior a este segundo... a questão que se coloca é porquê? Vistas as coisas de um prisma mais amplo, e não só apenas do ponto de vista visual e sonoro, o segundo filme é muito mais superficial no que toca a exploração de argumento e personagens, note-se que neste filme todos os relacionamentos sejam eles amorosos, amigáveis ou estritamente de profunda admiração não são explorados, nem mesmo na personagem de Potter que é por excelência o grande interveniente dos momentos mais emotivos da saga. O facto de esta parte ser extremamente comercial não significa que esteja mal conseguida nem invalida a prestigiante realização, até pelo contrário as interpretações estão excelentes todavia, nota-se em certas situações a tal falta de preparação emocional. A banda-sonora é sem dúvida o ingrediente mais bem conseguido, que arrepia sem que a imagem seja igualmente excepcional, deixando também actuar os momentos de silêncio essenciais para que o espectador se possa deslumbrar. A montagem/fotografia e os efeitos visuais estão bem conseguidos no entanto em alguns momentos do filme podemos observar algumas falhas sobretudo de montagem/fotografia.
Uma situação verdadeiramente deprimente é a má caracterização das personagens no final do filme, está muito abaixo das expectativas o que transforma o final da saga, tornando-se um pouco ridículo. Note-se também que, a falta de química entre Harry e Ginny é (a meu ver) tida em conta neste filme, apesar de tudo o espelho da desilusão do par permanece. Rupert Grint e Emma Watson (Ron e Hermione) amadureceram enquanto actores evoluindo individualmente e enquanto par, ao contrário de Daniel Radcliffe (Harry) que se limitou a progredir individualmente.

Tenho que salientar a personagem de Severus Snape que é sem dúvida a mais bem conseguida de entre todas as outras, e a quem não foi dada a devida importância no filme (nem sequer no livro), a sua morte é um momento que nos emociona até às lágrimas, uma cena poderosamente comovente.

Algo que achei deveras extraordinário foi no final do filme haver uma chuva de aplausos na sala de cinema, foi sem dúvida um momento magnífico que se deveria tornar um hábito, a ser aplicado a todas as pérolas ou diamantes cinematográficos, mesmo aqueles que têm a sala quase vazia porque a publicidade a grande escala não está ao alcance de todos...

sexta-feira, julho 1

Steve - Short Film


Uma curta com um grande elenco...



domingo, junho 26

Meat the Truth - Uma verdade mais que inconveniente

Um documentário muito interessante sobre o aquecimento global criado por activistas holandeses que defendem fervorosamente os direitos dos animais...

Get ready to "Meet the Truth" or in this case "Meat the Truth"



Retirado de: http://www.youtube.com/watch?v=u7LBPHtOBnk&feature=related

quinta-feira, junho 9

The Hangover - Part II

Bangkok as them know!

Phill, Stu
e Allan voltam a estar de ressaca mas desta vez no submundo Tailandês... Bangkok! Em vez do tigre de Mike Tyson temos um macaco drug mule, e em vez de uma penthouse temos um apartamento completamente a cair aos pedaços!

O enredo de noivo atrasado para o casamento mantêm-se contudo, no guião temos piadas mais sádicas, um humor mais dark e um comportamento mais de sick bastards...

Continuamos a ter um guião sólido sem espaços para improvisos, o que numa comédia deste tipo é, a meu ver, um ponto forte, pois não deixa margem de manobra para erros ou pequenos lapsos no desencadear da história! No entanto, os acontecimentos continuam a ser um pouco surreais o que não é necessariamente mau!
Os cenários e as interpretações são o ponto forte deste filme, o ambiente acompanha os eventos do guião nesta hilariante descoberta do que se passou na noite anterior, sem perder o ritmo ou se tornar visualmente aborrecido! As interpretações estão estrondosamente melhores que no primeiro, talvez por haver um amadurecimento das personagens, ou pela diminuição entre a distância actor-personagem. Zach Galifianakis está hilariante, Ed Helms está de chorar a rir e Bradley Cooper está extraordinário tendo em conta que este artista enfrenta um dilema que muitos actores encontram nas comédias americanas: a descredibilização da interpretação e do papel em prole de uma interpretação mais física e de pretty boy with a udge fucking problem! Justin Bartha é completamente excluído nesta sequela tal como tinha sido no filme anterior, talvez porque os realizadores têm aquele velho lema: Elenco que vence e rende não mexe!
Esta segunda ressaca não podia ser melhor, Todd Phillips fez o que toda a gente julgava cinematograficamente impossível, agarrar na melhor comédia dos últimos anos e fazer uma sequela igualmente hilariante e jocosa, se bem que por vezes um pouco exagerada!

WTF MAN?

domingo, maio 22

Pirates of Caribbean On Stranger Tides

Johnny Depp está de volta na pele do carismático pirata Jack Sparrow, aliás Captain Jack Sparrow. Nesta viagem não está em questão a vida de uma bela donzela, não estão em causa cofres de homens mortos e a navegação não é feita no "Precious Pearl", mas sim no "Queen Anne's Revenge" comandado pelo temível Blackbeard (Ian MacShane).

Depois de termos encarado a viagem aos
Confins do Mundo como a última, depois da confusão que se gerou para perceber como a saga tinha terminado, e de chegar à conclusão que 99,9% da população não tinha visto o final de Elizabeth e Will Turner, entendemos (finalmente) que há mais um rumo a seguir... chegar à fonte da juventude!
O capitão deste filme já não é
Gore Verbinski (com muita pena minha) mas sim Rob Marshal, que não se mostrou à altura de continuar a navegar por mares já navegados.
Este último
Piratas das Caraíbas revela uma falta de conexão e bom senso inimagináveis a nível do argumento, é verdade existe humor e acção mas não na proporção necessária nem na qualidade ambicionada. Digamos que o título "On Strange Tides", encarado no sentido pejorativo, é perfeito para resumir toda uma crítica sobre este filme.
No que diz respeito ao romance, qualquer gota de química entre
Penélope Cruz e Johnny Depp é pura imaginação, e todas as tentativas forçadas dos actores tornam-se estupidamente ruins e dificilmente têm o resultado esperado. Quanto aos actores secundários que vêm substituir Orlando Bloom e Keira Knightley (Sam Claflin e Astrid Berges-Frisbey), têm interpretações pouco activas ou até mesmo produtivas, e de tal forma más que, o romance se transforma num cliché miserável e previsível.
Os efeitos especiais e a banda-sonora, do excepcional cavalheiro Hans Zimmer, são elementos técnicos que estão (como sempre) esplêndidos. O que no meio de tantos bocejos e momentos de pura decepção acaba por não ser tão valorizado como deveria.


A questão que reside no final deste filme é: O que aconteceu à sereia Syrena e ao missionário Philip?! Bem... na verdade não sei mas, o que atormenta mais o meu ser não é isso! O que perturba a minha mente depois de ver a desilusão que foi navegar até à fonte da juventude é isto: Será que vai haver o Piratas da Caraibas Cinco?! Espero bem que não para desanimar já bastou este.... mas sim parece que há alguém quer continuar a lucrar com a saga!

Resumindo, os fãs da saga vão ficar decepcionados e intrigados, os fãs de Johnny Depp ou Geoffrey Rush vão ficar mais uma vez impressionados. No entanto os indiferentes ou os que não viram os filmes anteriores vão dizer: "Foi engraçado!" Todavia não se deixem enganar caros amigos e leitores pois o que está para trás é muito mais emocionante do que aquilo que acabaram de ver.

Ps- Caro espectador por favor não se esqueça de ver os créditos finais até ao fim como aconteceu em
Piratas das Caraíbas Nos Confins do Mundo há um final à sua espera!

segunda-feira, maio 16

Pina Bausch



Pura arte de emocionar sem sequer dizer uma única sílaba! Apaixonante, deslumbrante, extraordinário, magnifico e claro maravilhoso!

domingo, maio 1

Mean Creek (2004)

Fui ao baú dos filmes que me ofereceram e que nunca tive oportunidade de ver (ou nunca quis) e descobri entre Scary Movies e Espartanos do pior uma pérola cinematográfica realizada por Jacob Aaron Estes, Mean Creek. Isto prova que por vezes somos donos de verdadeiras relíquias e nem damos por isso, talvez pela nossa genuína ignorância...

Este filme narra a história de um rapaz, Sam, que é vítima de bulling por parte de um colega obeso (George) e com sérios problemas de integração social. É neste momento que Sam recorre à ajuda da sua colega, Millie, do irmão mais velho, Rocky, e seus amigos, Marty e Clyde. Planearam meticulosamente uma pequena vingança perfeita contudo, de um momento para o outro tudo muda...

Os actores deste elenco apesar de jovens são todos extraordinários, todos eles conseguem interpretar as personagens dramáticas sem excessivo melodrama. Penso que isto se deve às orientações por parte da realização que está extremamente bem conseguida, tanto a este nível de direcção de actores como no parâmetro técnico.

Para além de realizar Jacob Aaron Estes ainda é responsável pelo magnífico argumento que o filme apresenta. Depois de nos contemplarmos com esta surpreendente construção de texto ainda somos maravilhados com uma espectacular fotografia, banda-sonora e momentos de silêncio absolutamente arrepiantes.

Os temas abordados ao longo deste filme são todos eles complexos todavia, são aqui espelhados de forma peculiar e inteligente, que revela uma profunda reflexão por parte do realizador sobre os assuntos em questão. O bulling e as suas temíveis consequências é o objecto central, sobre o qual vão girar problemas morais e éticos expostos de forma brutal ao espectador. Estas cinco crianças vêem-se numa situação irreversível que pode alterar o curso das suas vidas para sempre. Para resolver tudo isto só têm de tomar uma decisão, com as seguintes opções: assumirem responsabilidades; não assumirem fazendo-se de inocentes; ignorar o acontecimento esperando que caia no esquecimento.
Toda esta dúvida enigmática vêm ainda acompanhada de problemas emocionais... Marty é um jovem problemático que assistiu ao suicídio do seu pai bêbado, Clyde é um jovem doce e carinhoso cujos pais são um casal de homens homossexuais, razão pela qual é constantemente ofendido verbalmente, e Sam é agredido permanentemente na escola.


Toda esta "série de acontecimentos desastrosos" leva-nos a ponderar o que faríamos naquela situação? Agiríamos de forma moralmente correcta? Ou pelo contrário seriamos egoístas ignorando a moral e a ética?

sábado, abril 23

Scream 4


"What's your favourite scary movie?" after this question is only Screams!

Sidney Prescott (Neve Campbell) é de novo perseguida por mais um scary movie freak, mas desta vez o assassino está mais próximo do que nós podemos imaginar, e mais não digo.
Scream é já por hábito uma saga de terror para rir, e este não fica nada atrás dos anteriores, há de facto uma inovação neste novo serial killer, no entanto o final não é muito diferente dos restantes.
Os filmes de terror também têm clichés e Scream 4 prova isso mesmo, o humor negro é uma constante, no entanto é adornado de alguma surpresa...
Resumindo não traz nada de novo, só altera algumas regras relativas aos filmes de terror, nunca deixando de ser de gritos!

Hello Sydney! Nice to ear from you... again!

sexta-feira, abril 22

Last Night

ATENÇÃO: Contém Spoilers

24 horas para perceber o que se quer de um casamento, 24 horas para criar uma relação extraconjugal... E no dia seguinte? O que se passou na noite anterior permanece um segredo ou nem por isso?


Keira Knightley e Sam Worthington são os protagonistas da história de um casal, em que ambos os parceiros são sujeitos a tentações (carnais ou platónicas) fora da sua relação amorosa e/ou matrimonial. Pode parecer um tema aborrecido, banal e consumado por clichés, mas na verdade é um intrigante e espirituoso drama, sem a melancolia estúpida do costume e com um argumento tão bem escrito e fluente que nos intriga e ao mesmo nos envolve. Também igualmente extraordinária é a fotografia, e evidentemente as radiantes interpretações dos actores tanto principais como secundários.
Existe uma poderosa química entre cada elemento desta história que é um vigoroso magnetismo cinematográfico. Sam Worthington e Eva Mendes partilham de um desejo carnal tão intenso que nos deixa boquiabertos. Do outro lado está Keira Knightley que revela um voluptuoso magnetismo com a câmara e ao mesmo tempo com Guillaume Canet tornando a relação entre ambos perfeita... A cena do elevador consegue ser forte, mágica, doce e por fim sensual, e tudo isto diante de quatro paredes quase em ruínas.
Massy Tadjedin tem neste filme a receita perfeita para realização, representação e argumento ao mais alto nível.

É magnifico como todo o filme nos percorre e nos fascina até ao último minuto em que deixa ao critério do espectador decidir o que vai acontecer.

O filme resume-se a esta frase: Simples mas extraordinário!

sábado, abril 16

Red Riding Hood - A Rapariga do Capuz Vermelho

E aqui está o novo filme de Catherine Hardwicke, a câmara mantêm-se, os clichés do argumento também só mudam os actores...

É a mais pura das verdades quando dizemos que Hardwicke criou o melhor filme da saga
Twilight, é indescutivel que foi a única a conseguir que os protagonistas deste mesmo fenómeno juvenil criassem alguma química em frente às câmaras. No entanto isso não faz dela um génio, ou uma excelente realizadora, faz dela uma profissional em ascensão na categoria cinematográfica dedicada aos jovens!
Red Riding Hood
é o típico filme em que é suposto haver mistério, acção e misticismo, porém o que vemos na tela são um conjunto de actores atraentes (e alguns profissionais de qualidade) a exibirem a sua sensualidade e química (inexistente). Esperava-se algures no argumento uma aproximação à história dos Irmãos Grimm ou uma reinvenção da história do Capuchinho Vermelho, algo que não aconteceu.
Amanda Seyfried já nos deu provas de ser uma actriz com algumas qualidades representativas na série
Veronica Mars e eventualmente no filme Juntos ao Luar, no entanto, neste filme é completamente esmagada alguma hipótese ou tentativa de expressar qualidades artísticas, sendo a jovem actriz reduzida a um cliché de "pretty girl on a monster movie". Os protagonistas (Shiloh Fernandez e Max Irons) são, previsivelmente, um péssimo ingrediente, e que pioram substancialmente a prestação da actriz, criando um triângulo amoroso pouco substancial e sem qualquer pinga de química. A banda-sonora que era algo que esperava estar bastante razoável ou até mesmo excelente, torna-se um elemento cada vez mais desinteressante e pouco motivante conforme o desenrolar do filme.
Escusado será dizer que o público mais entusiasta da realizadora irá adorar sobretudo pelo "fetichismo" dos planos de câmara. Não censuro o género de Hardwicke em relação à movimentação da sua câmara, mas se isso fosse acompanhado de um bom argumento e de boas interpretações o resultado seria muito mais notável ou até impressionante.
É de todo impossível não comparar este filme a Twilight, penso que Catherine Hardwicke, quis repetir o sucesso de bilheteira, o que provavelmente vai conseguir.


Ps- É escusado mandar e-mails insultuosos acerca da minha posição em relação ao Twilight pois a minha opinião é apenas e somente minha não querendo melindrar fãs ou entusiastas da saga. Obrigada, Catarina R.P.