domingo, dezembro 26

I`m Still Here

E chega aos cinemas o filme realizado pelo irmão de Ben Affleck, o senhor Casey Affelck, que não herdou do irmão o talento para a realização, no entanto, sem dúvida que Casey já nos deu provas de ser um excelente actor.
Revelo publicamente que, quando vi o anuncio deste filme, julguei tratar-se de um documentário verídico, só mais tarde numa entrevista de Joaquin Phoenix e alguns rumores na Internet é que me apercebi que era tudo uma farsa, apenas para criar um novo estilo de documentário, tal como Daniel Myrick e Eduardo Sánchez criaram com o "Projecto de Blair Witch" um novo estilo de terror. No entanto a tentativa de Casey e Joaquin foi em vão...
Este filme apenas nos faz lamentar o facto de no principio termos acreditado que este projecto valeria como lição de vida ou como escudo para a reflexão. Esta farsa que nos conduz ao cinema, não passa de uma "brincadeira de mau gosto", com imensas oportunidade concretizadas em denegrir a imagem do próprio actor, realizador e todos os envolvidos.
Não considero que se tenha criado um estilo mas sim uma nota escrita: "O cinema que não devemos fazer!"
Joaquin Phoenix não deixa de ser um excelente, magnifico e terrivelmente bom actor, no entanto revelou uma profunda incapacidade de distinguir o bom cinema do mau cinema. Com muita pena minha e de todos os fãs.

O filme que prometia ser uma mão cheia de emoções acabou por ser uma mão cheia de nada.

segunda-feira, dezembro 20

O rumo de Supernatural...

E mais uma vez pediram-me para comentar o Sobrenatural, e como só tinha visto até ao quarto episódio tive de arranjar tempo para ver o resto.

É certo que sou uma pessoa bastante influenciável, e que formo opiniões bastante peculiares quando "valores mais altos se 'alevantam". Supernatural não é uma excepção à regra... quando soube do afastamento de Eric Kripke, comecei a formar a minha opinião e imaginei que Sera Gamble não desse conta do recado. E pensei bem... durante pelo menos três ou quatro episódios Sera anda perdida e à procura de um sentido para a história e só no episódio dez e parte do nove é que notamos que finalmente temos um tema, temos um rumo, pode não ser tão bom como os de Eric, talvez por ter escolhido primeiro teve um maior leque de escolhas.

O tema da alma começa a ser abordado antes de se estabelecer uma meta, mas é por aqui que parece que Sera vai caminhar durante esta temporada, pelas contradições do certo e do errado e pelas ambiguidades do ser humano. É isto que a nova realizadora resolveu abordar, a minha questão é: Porquê o Sam?! O Dean foi sempre a personagem que revelou maior ambiguidade durante toda a série e súbitas mudanças de valores, é verdade que há alterações de personalidade em ambas as personagens mas quem tem as questões filosóficas?! Dean! Está a tornar-se cansativo o facto de o Sam ser sempre o sacrificado, e o Dean o herói de coração partido, está a ficar monótono e consequentemente previsível (se é que é possível o sobrenatural ser previsível!).

Espero que em Janeiro continue a navegar em bombordo, mas também gostava de ver o argumento fora dos limites, e da rotina...

As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada

Narnia é daquelas sagas que começa mal, e torna-se ainda pior conforme se vai avançando no tempo!
Ao contrário de Harry Potter, nunca li os livros de Narnia, por isso vou avaliar esta terceira parte puramente baseada no que vi no cinema.
Primeiro e inevitável comentário é acerca do 3D, que não tem o mínimo impacto de um filme a três dimensões, é ridículo termos de pagar mais para ver com óculos o mesmo que se vê sem óculos. Mas entrando mais propriamente no filme e não na visualização do mesmo... Os actores têm interpretações severamente más, salvo a interpretação de Skandar Keynes, que me parece ser uma promessa para o cinema britânico. As cenas são previsíveis e não deixam o mínimo de suspense no ar. Os efeitos especiais em determinadas cenas são bastante bons mas perdem-se conforme se avança no filme.
Há que salientar, que a mensagem que está implícita no final desta parte da saga é bastante tocante, mas não é algo que valha a pena ver no cinema. Os valores de honra, dignidade, coragem e sobretudo amor próprio são os trunfos desta película.

Em resumo, não sei se esta minha opinião estará influenciada pelo facto de eu querer ir ver a última estação e me obrigarem a ver este filme, há quem diga que sim, mas muito sinceramente só vale a pena para os fãs da saga para os restantes é um filme completamente irrelevante.

sexta-feira, dezembro 17

The Pacific

Uma das melhores séries, ou melhor mini series, que os meus olhos já viram, se não mesmo a melhor! Uma história terrivelmente cativante, uma banda-sonora que nos deixa com pele de galinha, um argumento que nos emociona até às lágrimas, interpretações de se tirar o chapéu, uma belíssima fotografia e cenários verdadeiramente arrebatadores. Numa única palavra: Apaixonante!
Logo quando iniciamos a nossa maratona para ver a série o genérico provoca em nós uma série de arrepios até à espinha, a música de Hans Zimmer é como sempre alvo de fortes elogios e tremendas emoções!
As emoções dos fuzileiros perante as adversidades da guerra, que leva uns à loucura e outros à fome, todas as vidas que a guerra destruiu e os sonhos que desmoronou, tudo isto acompanhado de uma grande dose de companheirismo e amor à sobrevivência fazem desta série umas das melhores séries de sempre. Espero um dia ver nas prateleiras ou ler nos jornais: "The Pacific uma série de culto."
A celebração da vida e da morte de tantos homens tem ser compensada da melhor forma, e de facto tanto os produtores executivos(Steven Spielberg, Tom Hanks e Gary Goetzman) como o realizador (Tony To) conseguiram com grande mestria esse objectivo.

E como não quero revelar o conteúdo desta série mas sugerir que vejam no natal, deixo aqui o genérico para se arrepiarem só um bocadinho!

quarta-feira, dezembro 15

Contagem decrescente....

E começou a contagem decrescente para a grande cerimónia cinematográfica... estou obviamente a falar dos Oscares!

A cerimónia foi agendada para dia 27 de Fevereiro de 2011!

Brevemente conheceremos os nomeados mas já sabemos de "Inception" é um potencial nomeado e considerado por muitos críticos como o filme do ano, mas também temos conhecimento que Hereafter de Clint Eastwood é um adversário de peso.Quanto a actores ainda é muito cedo para se retirar conclusões bem como das restantes categorias!


Em relação a melhor actor principal, verdade seja dita que nós cinéfilos esperamos que DiCaprio finalmente leve um Óscar para casa, depois de tantos anos de nomeações e posteriores derrotas!


Vamos contar, vamos ansiar posteriormente desatinar e por fim delirar... o homem mais cobiçado de Hollywood, e possivelmente do mundo vai entrar em cena...
E o Óscar vai para...

sexta-feira, dezembro 10

Scott Pilgrim vs. The World

Um filme de banda-desenhada com um elenco destes, espero que supere as expectativas como o "Kick Ass"!

Um filme de Namoradas e Ex-Namorados! The L. word is coming to eat Scott Alive!

segunda-feira, dezembro 6

Due Date

Dois homens completamente diferentes e com uma forma de estar na vida também ela absolutamente distinta, partem numa viagem que por mais anos que vivam jamais a vão esquecer. Todd Phillips regressa com mais uma história com acontecimentos absolutamente catastróficos e revelando mais uma vez o verdadeiro valor da amizade num tom sarcástico e muito divertido. Robert Downey Jr. e Zach Galifianakis são a dupla perfeita, acho que melhor era impossível.
Como se trata de uma comédia nem sequer vou avaliar os efeitos especiais porque são de facto uma piada.


Tem momentos inteligentes e outros de pura estupidez, no entanto saímos do filme com uma óptima disposição e isso é de facto o que interessa. A Ressaca é melhor, não sei se é por ser o primeiro, mas tem mais história fundamentada do que este "Due Date", visto que este enredo é todo ele um pouco surreal, com isto não digo que é mau, mas sim pouco fundamentado.


Passei um bom tempo no cinema e ri até não haver amanhã, e nestes tempos de crise é o que se aconselha, certo?!

Love and Other Drugs

E a minha próxima visita ao cinema vai ser para ver dois dos melhores actores do momento Jake Gyllenhaal e Anne Hathaway em Love & Other Drugs

Para já ficamos com o trailer:

quarta-feira, dezembro 1

Walt Disney Pictures

Todos nós apaixonados por cinema ou até mesmo os menos interessados, se questionam acerca do seu filme favorito da Disney, no entanto há sempre empates, personagens com quem nos identificamos e outras que gostariamos de ser. Após algumas horas de dedicação ao cinema da Disney consegui finalmente tomar uma decisão... os meus dilemas foram sempre o "Peter Pan" ou a "Bela e o Monstro" mas eis que me chega um vencedor inesperado e algo escondido nos confins da minha memória de infância... Fantasia (1940) é sem dúvida o diamante perdido no tempo da Walt Disney Pictures!

Fantasia (1940) apresenta uma magia encantadora e um poder de imaginação e criação extraordinariamente emocionante. O argumento neste filme é inexistente, mas com compositores como Tshakovsky ou Bizet para quê palavras? A música é sem dúvida o grande trunfo desta maravilhosa criação. As imagens abstractas deixam-nos voar na nossa imaginação sem termos de nos confinar às mentes dos seus criadores.
O rever este filme foi um momento fantástico, que me fez voltar a ser a criança de outros tempos, com a felicidade ingénua também ela de outros tempos!

quarta-feira, novembro 24

Dexter Morgan


ATENÇÃO CONTÉM SPOILERS - Último Episódio de Dexter Dia 22 de Novembro de 2010

Dexter está cada vez mais humano a cada dia (neste caso episódio) que passa, os seus objectivos de vida estão a alterar-se. A questão crucial já não é vingar o próximo, matando quem não merece viver, agora trata-se de proteger os que ama. A questão ética e moral tornou-se ainda mais complexa com esta evolução no carácter e personalidade de Dexter...

O momento em que pode ser apanhado em flagrante delito pode estar a aproximar-se, a hora de ver todos os seus segredos e receios à mercê do julgamento dos que lhe estão mais próximos, pode acontecer a qualquer segundo...


Lumen está a tornar-se uma personagem crucial para a humanização de D. Morgan... Ela é uma mulher magoada, perturbada e problemática que tal como ele, partilha a sede de vingança, não tão altruísta como a do nosso personagem, mas é sem dúvida um sentimento muito humano que pode alterar para sempre o "Serial Killer" que nós conhecemos, tal como o nascimento de Harison o fez!

Dexter está a tornar-se cada vez mais intenso e profundo, sendo uma das melhores séries da actualidade juntamente com "Mad Men"!


Preparados para ver até onde o Dexter é capaz de ir com o seu novo código de honra, neste caso "Be a good Dad"?!


Ps- Uma cena que revela esta mudança na personagem é a expressão "I Love You" que sai dos seus lábios numa conversa com a sua "filha"! Um momento verdadeiramente emocionante! :')
Também tenho de salientar que cada vez que vejo um episódio desta magnifica série penso que Michael C. Hall é se dúvida um forte e esplêndido candidato a melhor actor da actualidade!

sábado, novembro 20

Harry Potter and the Deathly Hallows

ATENÇÃO CONTÉM SPOILERS

E chegou finalmente às salas de cinema a penúltima parte de um dos maiores fenómenos da década, Harry Potter regressa cada vez mais assustador e com uma maturidade muito diferente daquela com que começou.
O filme é iniciado de uma forma extremamente dramática, o que faz com que o espectador fique imediatamente agarrado ao ecrã, confesso que a ideia de David Yates em dividir o filme em duas partes não é puramente lucrativa, Yates sabia que era impossível colocar toda a essência de Harry Potter num único filme (como aconteceu com Senhor dos Aneís a Irmandade do Anel), esta divisão é nada mais nada menos do que uma tentativa, bem conseguida por sinal, de evitar criticas negativas tanto dos especialistas como dos fãs. No entanto, para quem nunca leu o livro torna-se complicado perceber o filme, os espectadores menos dispostos a ler as mais de 300 páginas de Deathly Hallows podem sair algo desiludidos e confusos, não falo por mim como é óbvio mas falo pelas milhares de pessoas que nunca tocaram numa página de Potter!
Mais uma vez confesso o meu erro de falar antes do tempo e considerar Harry Potter um caso perdido depois das tantas desilusões cinematográficas sofridas ao longo do tempo, esta excepcional saga literária tem finalmente um filme à altura!

Em relação à parte gráfica (efeitos especiais) esperava muito melhor, contudo a banda-sonora compensa. Os actores estão cada vez mais maduros e empenhados nos seus papeis principalmente Rupert Grint (Ron) uma gritante promessa do cinema, Bill Nighy o veterano que faltava no excepcional elenco e sem dúvida o divino e ao mesmo tempo maquiavélico Ralph Fiennes acompanhado pela estérica e exurbitante Helena Bonham Carter. Sem dúvida que os melhores actores britânicos estão ou estiveram num filme de Harry Potter.
O argumento e a carga dramática do filme são brilhantes, excepcionalmente bem conseguidas por Steve Kloves.

A morte da Dobby é um momento de pura tristeza, bem como a morte de "Mad Eye", a quem não foi dada muita importância na película. É impossível negar a química entre Ron e Hermione que está extremamente bem conseguida, o mesmo não sucede com a relação de Harry e Ginny!

A primeira parte do livro não tem muita acção "física" mas sim psicológica, no entanto houve uma severa tentativa de agarrar as cenas mais assustadoras e amplia-la no grande ecrã, o que também uma realização de sucesso.No entanto o final é absolutamente previsível, bem como a divisão "dentro e fora" de Hogwarts.

Tiremos mais uma vez o chapéu a Yates pela sua obra! Deveria ter começado a acompanhar a saga desde o principio, mas o melhor guarda-se sempre para o fim!

sexta-feira, novembro 12

A Rede Social

E finalmente chega às salas de cinema um filme que retrata a nossa geração, a tão criticada geração pela falta de calor humano aquela que é severamente punida pela ilusão e falsa confiança que debita em relações e pessoas que mal conhece, a que banaliza valores éticos e morais.

São as amizades desta geração ingénua que marca o tema deste filme. A vulgarização da palavra amigo é crucial para o desenrolar da acção. A facilidade com que a palavra amigo nos sai da boca para caracterizar um conhecido, é mais do que muita, é arrepiante saber que temos milhares de conhecidos mas quando queremos um ombro para chorar está apenas um teclado, um ecrã ou um rato de computador. É absolutamente assustador a forma como alguém em que confiamos nos destrói e nos corrói como pessoas e seres humanos, e a história fica progressivamente mais horripilante quando a nossa necessidade de pertencer a um "clube" e o desejo de nos tornarmos especiais é tão forte que vendemos a nossa própria felicidade ao sacrifício de deixarmos de ser quem somos!

É exactamente esta a vida de
Zuckerberg, um génio dos computadores que antes de ser bilionário era um "outsider", e como muitos de nós e que sofreu na pele a pressão social e criou uma forma de sermos todos iguais "O Facebook"... A questão reside: Valeu a pena?! Segundo Fernando Pessoa "Tudo vale a pena se a alma não é pequena!"

Em relação ao argumento está divinamente bem escrito e envolvente, David Ficher reforça-o da melhor maneira, com uma paleta de actores com interpretações verdadeiramente brilhantes, começando pelo jovem
Jesse Eisnberg que tem um realismo tal na personagem que interpreta que parece surreal! Talvez um dos filmes da década, vamos esperar até aparecerem mais pérolas!

sábado, outubro 30

A Rede Social - 4 de Novembro nos Cinemas


As razões para eu não ter Facebook estão a chegar às salas de cinema, e eu não penso deixa-las passar em branco! A razão para todos queremos entrar em clubes e a razão para a qual entramos em jogos sociais que nos retiram a nossa própria identidade. Todos nós queremos ser sociais, entrar em clubes especiais ser alguém especial, ou pelo menos parecer especial, mas qual o preço a pagar por isso?!

And what about you dude?

Realizado por David Fincher, aquele senhor que só faz filmes com o Brad Pitt ou então faz filmes polémicos, bem visto que o Brad Pitt não entra neste filme penso que o que resta é a polémica! Quem e como terá sido inventado o Facebook?!

Será que isto arrasará com as redes sociais?! Ou pelo contrário, vai encoraja-las?!


domingo, outubro 17

Realizadores de Cinema


Considero o cinema o culminar de todas as artes, sendo a primeira a representação, a música, a pintura, a fotografia, a escrita e a escultura (ou arquitectura). A 7º arte é sem dúvida a perfeição... é por esse motivo que ser realizador de cinema é muito mais do ter umas ideias e pôr uma câmara a gravar, é precisamente esta linha de pensamento que faz com que se façam mais e piores filmes a cada dia que passa, é esta ideia simplista de ver o cinema que faz com que todas as semanas o catálogo de estreias esteja paupérrimo, banal e desinteressante!
Ser realizador é quase como ser mágico, mas em vez de truques, dá-se asas à imaginação e alimenta-se a criatividade,
nunca deixando de mergulhar o público num mundo imaginário.

Sei que este meu pequeno desabafo vai chegar a poucos computadores mas espero que com o tempo se cultive esta pequena ideia do que é ser "Realizador de Cinema".

sábado, outubro 16

The Town

Ben Affleck, aquele actor americano por quem as meninas suspiram tanto, está de volta ao seu papel de realizador depois de "Gone Baby Gone", as diferenças são: Que ele é actor principal em vez do irmão, e o elenco é muito mais forte do que no seu primeiro filme, prova disso é Jon Hamm (Mad Man) que se revela mais uma vez um prodígio como actor. Rebecca Hall está um pouco teatral e não existe química entre ela e a personagem Blake Lively surpreendeu-me, até porque o papel que faz em Gossip Girl, Serena Van Der Woodsen, não é nada por aí além. Note-se que Ben Affleck não perdeu qualidades enquanto actor, é sem dúvida o melhor em cena, aliás todos os realizadores que actuam nos seus próprios filmes são sempre geniais, neste caso Affleck não é excepção.

"A cidade" em questão é Boston, cidade maravilha para Ben Affleck, o que torna os cenários extremamente bem estudados e com o seu "Q" de especial. Apesar de estarmos a falar de um filme sobre ladrões e assaltos a bancos, o que nos leva a pensar num filme repleto de clichés, é verdade que eles existem ao longo da película, mas também é verdade que Ben Affleck deu a volta a muitas situações que se podiam ter tornado previsíveis.


No geral o argumento é bom e os actores também, mas ainda é um filme muito cru, tal como em "Gone Baby Gone", Affleck revela que ainda tem algo para aprender, com isto não quero dizer que fez um mau trabalho muito pelo contrário, acho que o tema da ganância é extremamente bem explorado onde revela que existe um forte deterioramento das relações humanas em prole do bem-estar social e financeiro.
A lição com que ficamos no final é que o dinheiro não é tudo e o crime não é um meio para atingir os nossos ideais, um pequeno cliché que, parecemos ignorar a cada esquina por onde passamos.
"The Town" não é um cliché americano é um filme fora do comum tal como a sua primeira obra falo de "Gone Baby Gone", e é sempre bom ver mudanças positivas no cinema.
Recomendável mas não é o "Inception" como já alguém me disse. (Não percebes nada de cinema pá xD)

domingo, outubro 3

Dia 6 de Outubro de 1989


A mulher dos olhos melancólicos...

Estão provavelmente a questionar-se porque dou tanta importância a este dia, apenas digo um nome Bette Davis! A minha actriz favorita de todos os tempos faleceu nesta data e não queria deixá-la passar em branco, esta admirável senhora morreu com 81 anos esteve entre os maiores vilões de todos os tempos sendo a única mulher na categoria com o filme "A Raposa Matreira" (William Wyler, 1941) ganhou 2 óscares, mais 20 prémios e 19 nomeações. Entre os grandes filmes que fez destaca-se "All About Eve".

Já lá vão 21 anos desde que Bette Davis nos deixou mas uma actriz e senhora como esta nunca se esquece. Uma estrela cintilante entre as muitas que há no céu.
O seu inconfundivel olhar mudou a história do cinema!

sábado, outubro 2

Embargo

António Ferreira é o realizador deste filme que contem uma dimensão irónica brutal, já própria do Exm. Sr. José Saramago, devo dizer que é o primeiro filme português em que se nota um dinamismo nos diálogos e ao mesmo tempo a ténue comédia implícita nos mesmos, nunca se passa a barreira da comédia barata ou do sarcasmo pouco inteligente muito pelo contrário.

O argumento tem pontos mortos, isto é, a história e o próprio enredo têm pontas soltas, admiro a coragem de adaptar um conto de Saramago e transparece-lo para uma longa-metragem, compreendo o porquê desta pequena falha, é sem duvida o calcanhar de Aquiles desta película.

As interpretações de Filipe Costa e Pedro Diogo estão para alem do excelente, José Raposo divino!
A mensagem do filme é fantástica, exuberante, e extraordinariamente cruel!

Nós humanos somos os "bichos porcos" do planeta terra e depois de ver este filme acho que não tenho a menor duvida que temos de pensar naquilo que nos estamos a tornar! Vale a pena ver e reflectir!

Ps- Se estão à espera de um "Ensaio sobre a cegueira" é melhor desenganem-se!

terça-feira, setembro 28

DEXTER 5x01


Muita gente me pergunta o porquê do meu fascinio por Dexter Morgan, a verdade é que não sei muito bem o porquê deste gosto retorcido.

Honestamente cada temporada do Dexter que passa mais entusiasmada eu fico com a série, existe quase que uma tentativa de desembaraçar os nós do comportamento deste "Serial Killer", existe uma exploração intlectual deste homem sem ser de uma forma exagerada e/ou aterrorizante. Ver o Dexter é quase como fazer um "puzzle"... Este homem danificado é um absoluto labirinto! O inicio desta quinta temporada mostra como uma série deve começar e o Michael C. Hall é sem dúvida o actor perfeito... brilhante, tal como o revelou ser na série "Sete Palmos de Terra". Voltando ao comentário do primeiro episódio... achei a ideia de "tal pai tal filho" deliciosa e a Rita morrer foi a cereja no topo do bolo! A descrição do que o nosso "serial killer" sente perante a morte violenta de alguém que ele verdadeiramente ama é de génio, sem dúvida um dos episódios com o melhor argumento!
A história é envolvente desde o principio até ao fim... A cena inicial é tão intensa que não conseguimos pensar, nem por um momento nos sentimos desencorajados ou um pouco cansados, não saimos da cadeira, do sofá ou até mesmo do chão, e assim permacemos o resto dos 53 minutos e 25 segundos!
A frieza com que nós humanos enfrentamos os nossos piores pesadelos e as nossas maiores angustias estão meticulosamente bem estruturada e dissecada neste episódio! O sentimento de culpa desesperante é fascinante!
Absolutamente sem palavras.... Brilhante, melhor era impossivel!

DEXTER - Season 5

Dexter Morgan está de volta...

domingo, setembro 26

Simplesmente Adorei...



Duas das minhas séries favoritas juntas! xD

sexta-feira, setembro 24

Wall Street - Money Never Sleeps


"Wall Street - Money Never Sleeps" é um retorno ao filme realizado por Oliver Stone, "Wall Street" em 1987, alterando o tema central que é a crise económica que se vive hoje nos EUA e também no mundo.
O argumento não está bem temperado, isto é, falta-lhe conexão e contextualização da acção, de tal forma que a interpretação dos actores podia ter sido fantástica e foi só boa. Michael Douglas desiludiu-me um pouco porque estava à espera de uma actuação como no primeiro Wall Street e ficou um pouco aquém das minhas expectativas, Shia LaBeouf está melhor do que aquilo que eu esperava ao pé de Michael Douglas e Carey Mulligan esteve um pouco teatral. A actuação de ouro vai para Josh Brolin, que foi sem dúvida um rei sem coroa.
O filme fecha de uma forma previsível, e talvez um pouco despreocupada, aliás um filme tem uma história toda ela um pouco perceptível, não nos deixa especular muito.
Gostei da forma como o realizador abordou a economia, explorando o lado humano/desumano das pessoas, a forma como as famílias são afectadas pela crise, não financeiramente, mas sim emocionalmente. Gostei do contexto moralista da história, talvez um pouco demais mas, às vezes não é suficiente.

Não é um filme sobre Wall Street e sobre as "trafulhices" que lá se fazem é um filme sobre ser humanos, que se comportam como máquinas, e as consequências emocionais e familiares que isso pode trazer.

quarta-feira, setembro 15

Gossip Girl Season 4

E porque uma amiga diz que eu não me calo com isto e para escrever no blogue venho aqui comentar o primeiro episódio de Gossip Girl.
ATENÇÃO CONTÉM SPOILERS...

Iniciamos as histórias da elite de New York City surpreendentemente na cidade “de L’Amour”, Paris. Blair Waldorf e Serena Van Der Woodsen estão a viver as suas férias de sonho, no entanto Blair continua de coração partido e procura um novo amor... aparentemente tudo calmo até à chegada de Louis.
Nate Archibald herdou o pequeno livro negro de Chuck Bass, inicia-se aqui a ascensão de um novo perverso à série? Aparentemente sim mas, com a chegada da personagem mistério interpretada com Katie Cassidy, discordamos, também ao que parece esta senhora tem demasiada informação sobre a vida da elite de Manhattan, o que sugere que poderemos estar perante a "Only and Unique Gossip Girl" ou pelo menos uma grande fã da nossa leal informadora!
Dan Humphrey encontra-se em maus lençóis, literalmente, Georgina está de volta e com bagagem extra, já sabem que Dan é papá! No entanto Vanessa ainda não se esqueceu do seu melhor amigo/ex-namorado/grande amor!
Quanto à minha personagem favorita Chuck Bass, “He is alive” ao contrário do que muita gente dizia! Está um homem diferente devido ao desgosto amoroso e ao tiro que sofreu e também à mulher que lhe salvou a vida, não pretende ser mais o perverso milionário Chuck Bass mas sim Henry! Estamos perante uma "Dupla identidade", será o segundo episódio da temporada! Será que o Chuck mudará de identidade ou continuará a ser o célebre e único Chuck Bass?

Na verdade acho que a temporada começou bastante bem, o mistério contínuo e as paixões e ódios também no entanto deu-se demasiada atenção à história menos importante, a de Dan Humphrey, para quê? Acho que é uma questão de marketing quanto mais adiarem a história de Bass e Waldorf mais audiências têm até lá, e quanto mais mistério rondar a personagem de Katie Cassidy e o que ela pretende de Nate mais se adensa a curiosidade de saber quem é afinal a Gossip Girl!
Como já disse arrancou bem mas espero que não perca o interesse no meio, está provado que o que arranca bem acaba mal... Veja-se a temporada 1, no entanto o que começa mal, falo da temporada 3, acaba no seu maior esplendor! Sei que discordam comigo quando digo que a melhor temporada foi a três, e a pior a 1, no entanto é a minha opinião!
"Last Tango then Paris" continua a ser o melhor episódio de sempre, "No questions about that"!
Temporada 4 promete! O primeiro episódio não esclarece nada, deixa apenas mais perguntas, no entanto espero que não prolonguem demasiado as respostas, se não perde o interesse!


Will he keep being Bad for us?


sexta-feira, agosto 20

Saw VI

Está de volta uma das grandes sagas de terror da actualidade! Não uma carnificina sem sentido, mas sim uma lição de moral que vale a pena perder tempo a ver...
Para ser franca e honesta depois de Saw III - O Legado estava profundamente convencida e convicta que a saga tinha terminado e que o Saw IV iria ser apenas para ganhar mais dinheiro mas com o tempo tenho que admitir que os argumentistas (Marcus Dunstan e Patrick Melton) desta saga são uns verdadeiros génios, não deixam escapar nada, por mais que o espectador queira encontrar um erro ou um defeito no argumento é absolutamente impossível!
O filme é visualmente violento mas não se compara à violência psicológica que somos obrigados a assistir a cada minuto do filme. Extremamente bem conseguido, porque não é um filme de terror sem o menor sentido como o Hostel ou o Sexta-Feira 13 (o Remake), não se trata de violência barata, trata-se de mostrar ao espectador que a vida tem valor!
A saga ainda não chegou ao fim, no entanto desta vez estou profundamente convicta que o Saw VII não vai surpreender ninguém, acho que agora é só para ganhar dinheiro!! Mas posso estar enganada...
Os actores estão de parabéns mas os argumentistas conseguiram fazer o impossível e o improvável para eles tenho apenas tenho a dizer BRAVISSIMO!

As pessoas mais sensiveis não devem ver este filme, porque pode chocar bastante, conheço alguém que foi para a casa de banho vomitar... os mais resistentes podem rir-se para não fazer o mesmo.

Inception - Interview

Ellen Page & Joseph Gordon Levitt



Leonardo DiCaprio

Christopher Nolan

Inception

Na minha opinião o melhor filme já alguma vez feito pelo Christopher Nolan aqui fica a review...

Sondagem - Fenómeno da Última Década

Qual o fenómeno cinematográfico da última década?
Apesar de o Harry Potter ter estado a ganhar o Senhor dos Anéis deu a volta por cima e venceu a sondagem. Em Segundo lugar ficou o famoso feiticeiro seguido de um empate entre o Twilight e os Piratas das Caraibas!
Obrigada pela vossa colaboração!
O vencedor é:

quinta-feira, agosto 5

Troubled Water

Troubled Water um filme de 2008 que só agora chega às salas de cinema em Portugal, à semalhança do que aconteceu com Domino e muitos outros filmes!

Só quis destacar este filme porque fico profundamente revoltada por ser cidadã de um país que está sempre em último lugar no que toca ao cinema, basta ver a grande maioria das nossas produções nacionais!

Michael Moore afirma: "Sem dúvida, o melhor filme que assisti nos últimos anos."

Este eu não vou perder!

Subita Mudança de Opinião


Aqui estou de volta para comentar Supernatural. Recebi diversos e-mails devido à minha mudança de opinião em relação à liderança de Sera Gamble, pois inicialmente mostrei-me satisfeita com o seu comando na série, mas agora não penso da mesma forma.
Li alguns spoilers no site SupernaturalFansPortugal que me deixaram um pouco apreensiva em relação a esta senhora, a minha opinião é que a forma como ela terminou a série foi interessante, retirando os últimos 10 segundos que foram verdadeiramente decadentes!

Honestamente a Sera Gamble não vai conseguir aguentar a série por muito tempo, ou pelo menos a sua qualidade porque diga-se a verdade todos os episódios feitos por ela na série são os mais fracos, se não acreditam vejam nos vossos DvD's os criadores de cada episódio e digam-me se eu não tenho razão!
Exemplos:
Season 2 - Luxúria Sanguinária; Melancolia na Estrada; e para mim o pior de todos Coração
Season 3 - Os Miúdos estão bem; Sangue Fresco; O tempo está do meu lado
Season 4 - Deus, consegues ouvir-me sou eu o Dean Winchester
As excepções das suas criações são: Uma vida difícil e Quebram-se as fronteiras ambas da season 4.

Depois de verificar este facto mudei de opinião!

O Eric é o Eric e não há melhor realizador do que ele para esta série apesar de ter sido um pouco obsessivo na última temporada, que na minha opinião se deve ao desaparecimento de Kim Manners!

quarta-feira, agosto 4

Harry Potter - Final

Após anos de intensa leitura e profunda agitação tanto com os livros, como com os filmes Harry Potter apresenta a sua última aventura divida em duas partes, fazendo ambas parte do mesmo livro.

A minha questão é:
Na última década surgiram vários fenómenos. Foram eles: Senhor dos Anéis, Piratas das Caraibas, Twilight e Harry Potter. Mas qual terá sido o maior?

Fica aqui o trailer do capitulo final de Potter...

Rango - Estreia em 2011

Gore Verbinski está de volta, desta vez sem Jack Sparrow mas sim com Rango o actor continua a ser o mesmo... Johnny Depp!
Espero que seja uma agradável surpresa!
Aguardo ansiosamente por Março de 2011 por agora fico com o trailer...

segunda-feira, agosto 2

Toy Story 3

Uma crítica mais extensa...

O Andy vai para a faculdade... E agora? Para onde irá o Woddy e os seus fieis amigos?

Toy Story é aquele tipo de filme que ninguém esquece por mais tempo que viva! É a história da Disney que deixou toda a gente com imensos brinquedos no armário!

De todos os filmes anteriores este era o que tinha o tema mais óbvio e problemático... o crescimento da antiga criança. Apesar de todos sabermos qual o destino dos nossos brinquedos no final queremos que o Woddy, Buzz, Mr. & Mrs. Potato, Rex e os outros fiquem para sempre com o Andy e levamos o filme todo a gritar: "Vá Andy fica com eles!".

Posso dizer que a Trilogia Toy Story não perde a "graça", não se torna cansativa nem repetitiva, é das poucas ou mesmo única trilogia em que o espectador tem dificuldade em escolher o seu filme favorito. Apesar deste último ser, a meu ver, um prodígio cinematográfico, pois apresenta o final mais comovente, e um desenvolvimento interessante e sólido sempre com uma pitada de comédia e acção já própria da saga.
Também acho que este terceiro filme tem o melhor argumento.

Finalmente a Barbie conhece o Ken! A melhor ideia de sempre! Espectacular ver como o Ken se sente espezinhado pela Barbie e pouco macho, e sobretudo a forma como ele afirma: "Eu não sou um brinquedo de menina!"
É dos poucos filmes para crianças que nos faz viajar "Para o infinito e mais além" acompanhados com os nossos fieis e leais amigos, fá-lo obviamente dos nossos brinquedos! Afinal quem é que não queria ter um Woddy, ou um Buzz? Ou mesmo um Mr. Potato?

Sente-se em todo o filme uma emoção incomparável, um filme a não perder!




sexta-feira, julho 23

A Origem

Christopher Nolan dispensa descrições e apresentações formais. É um realizador que sabe o que faz, e escolhe actores com uma qualidade elevada como é o caso de DiCaprio, Page e Cottilard. Nolan consegue surpreender-me sempre que vejo um dos seus filmes, desde do exorbitante e emocionante "The Prestige" ao contorverso e macabro "The Dark Knight", "Inception" (A Origem) é só mais uma prova do seu extraordinário talento.

O argumento deste filme é extraordináriamente surpreendente, absolutamente intrigante e ainda consegue ser de natureza futurista. A banda-sonora ficou um pouco por terra, as expectativas eram maiores devido à musica do filme "The Dark Knight" (com a assinatura de Hans Zimmer). Efeito especiais acompanham o resto do filme sendo também um dos melhores condimentos deste filme. DiCaprio está deslumbrante, como sempre, acompanhado pela grande revelação adolescente do cinema Ellen Page (nomeada para um Óscar com JUNO) e Marion Cotillard (vencedora de um Óscar da academia). Todos estes actores já nos deram provas de serem realmente bons naquilo a que se propõem fazer.

O tema do filme é bastante controverso. Afinal estamos a falar de pensamentos, sonhos, ideias e expectativas dos seres humanos, estamos a falar de uma revolução na essência humana e na forma como se manifesta. A forma como é abordado é sem duvida a melhor... Mergulha o espectador no mundo do impossível e do fantástico e depois disso deixa-o reflectir após a saída da sala de cinema e a digestão das pipocas doces ou salgadas.

Melhor era impossível! Nolan conseguiu, atingiu a perfeição humanamente possível para um tema como este.

terça-feira, julho 20

O Escritor Fantasma

Um escritor consegue uma oportunidade única de trabalho a questão é… será assim tão interassante? Ou será bom demais para ser verdade?

Roman Polanski voltou desta vez com um Thriler politico espectacularmente bem realizado, com um argumento poderosíssimo que amarra o espectador à cadeira de tal forma que quase entramos no enredo sem dar por isso. O filme dá voltas e mais voltas como se estivéssemos num labirinto sem encontrar a saída, o que noutro filme seria cansativo, com Polanski torna-se uma viagem soberba nesta teia politica.
A interpretação de Ewan McGregor é como eu esperava… espectacular, absolutamente brilhante, depois da desilusão de “I Love You Phillip Morris”, filme que considero ser uma nódoa na carreira do actor, McGregor dá a volta por cima e surpreende-nos com um papel tão electrizante que até chegamos a duvidar que estamos no cinema.
Pierce Brosnan está de volta, finalmente! Após as sagas de James Bond, Brosnan mostra aquilo de que é feito neste filme, um regresso extraordinário às salas de cinema de qualidade, visto que nos últimos anos Pierce executa filmes pouco dignos de conter o seu nome, o actor até se dá ao “luxo” de ganhar uma Amora Preta!
É caso para dizer que em termos de interpretações temos excelentes regressos e surpresas muito agradáveis.
O tema do filme é bastante apetecível… Não é todas as semanas que desabrocham nas salas de cinema Trillers políticos, não é um género muito apresentado no cinema, mais uma razão para esta película ser uma pérola num mar minado de corais.

terça-feira, julho 13

Crítica Rápida






Sexo e a Cidade

Divertido como sempre, mas com perda de qualidade. Desde a série que o Sexo e a Cidade já não tem o mesmo encanto, continua a entusiasmar o público, principalmente o feminino, mas em termos de argumento tem vindo a perder terreno. O conteúdo é interessante para as mulheres mais maduras, o guarda-roupa é como sempre um encanto.

Um Funeral à Chuva

Primeiro filme Português em que não adormeci pelo tédio e pela má representação, até pelo contrário achei o filme bastante interessante, no entanto acho que lhe falta um guião mais sólido e uma representação mais ousada, sem receios, falta um pouco de vida em cada personagem. No geral é interessante mas ainda é um prato pouco condimentado.

Toy Story

Aí está um filme que me fez regressar à minha infância, o Sr. Batata, o Woody e o Buzz estão de volta, os anos não passaram por eles, já o Andy não tem a mesma sorte! Gostei da história, no entanto regressa um pouco ao tema do primeiro (o esquecimento do Buzz) e do segundo (a indecisão do Woddy para voltar para o Andy, devido ao seu crescimento). Como é um dos meus desenhos animados favoritos, que me marcou tanto ao ponto de eu nunca ter deitado fora brinquedos e os ter guardados na garagem ou então com amigos e familiares! Gostei! E muito! Quem não gosta de se sentir de novo criança?!

Shrek Para Sempre!

Considero que o Shrek perdeu o seu encanto com a estreia do terceiro filme, no entanto acho que este quarto regressou um pouco à velha temática, tornando-o um pouco mais interessante do que o seu antecessor. Shrek deixou de ser uma sátira aos contos de encantar para passar a ser uma fábrica de fazer dólares ou euros. O título está muito bem escolhido... Shrek e Fiona voltam para defender a sua velha imagem, um pouco enegrecida com o último filme, e tentarem viver felizes para sempre!

Pausa prolongada mas não justificada


Caros leitores, peço as mais sinceras desculpas por esta extensa pausa nas actualizações do blog mas, como devem saber a vida de estudante não é facil, e no tempo que sobra para a actualização do blog falta como sempre a inspiração, prometo-vos actualizar este espaço o mail rapidamente possivel!
Obrigada


quinta-feira, junho 3

Desistência do formspring

Desisti recentemente do Formsprig algumas questões ou conselhos cinematográficos enviem para o mail indicado no perfil.
Obrigada pela atenção

segunda-feira, maio 17

A pedido de alguém...

A pedido de um grande amigo tenho de comentar o último episódio do Supernatural.

Com o recente afastamento de Eric Sprike e a posse de Sera Gamble a série ganhou pontos. O antigo criador fechava-se muito na sua maneira de ver o mundo e a sua própria realidade distorcia o verdadeiro universo das coisas. Acho que durante a série nota-se uma procura intensiva de uma explicação para a nossa existência enquanto seres humanos e para o nosso fim.

Com a Sera já não é assim... nota-se uma forte relação entre irmãos e as dúvidas existênciais e de opções complexas dão lugar às emoções mais "terra à terra", aos nossos sentimentos e aos sentimentos dos que nos rodeiam.
Li diversos comentários sobre a série... o tema do Apocalipse fez a produção perder muitos adeptos e fãs mas não terá sido propositado? Considero que Eric queria seleccionar o público e conseguiu, não da melhor maneira. Seleccionou o público mas criou um ambiente sombrio à série, sombrio no sentido em que se deixou levar na ventania da sua imaginação. Sera deu a volta com grande mestria este episodio revela isso mesmo.

No entanto a série deveria ter terminado aqui... deixando o Sam morrer, o Dean como pai de familia e o Chuck como Deus, sim ninguem me tira da cabeça que ele é o omnipresente.

É tudo o que tenho para dizer sobre Supernatural.

domingo, março 28

The Imaginarium of Doctor Parnassus


The Imaginarium of Terry Gilliam

Antes de começar o meu breve e jovem comentário terei de afirmar que tive em conta a morte de Heath Ledger e a consequente ruína do guião original.
Em primeiro lugar as geniais interpretação de todos os actores começando obviamente em Heath Ledger que está como sempre fabuloso, Christopher Plummer igualmente espantoso, Johnny Depp muito semelhante a Jack Sparrow mas sem perder o estilo e originalidade, Jude Law a superar as expectativas juntamente com Colin Farrel que é quem acarreta maior importância no final da história.
O argumento tem excesso de "graça" e acaba por não ser gracioso, o curioso é que a história é simplesmente fantástica e ao mesmo tempo intrigante... muitos dir-me-ão que não existe qualquer significado por detrás de cada personagem, neste caso concreto, por detrás de cada Tony, mas na verdade e a meu ver existe. Dr Parnassus é deixado para trás ao longo do filme o que me parece pouco eficaz no decorrer da história visto tratar-se da personagem principal.
A banda sonora, os efeitos especiais e sonoros tem um carácter interessante e muito próprio considero que não chega a todo o público.
Voltando à questão crucial do filme que neste caso é a imaginação de Terry Gilliam que se revelou mais uma vez uma fantástica, tenebrosa, esplendorosa e maravilhosa manifestação artística de puríssima originalidade e criatividade.
Aceito criticas em relação à confusão que o filme causa nas pessoas, pois alguns dos meus companheiros de cinema estiveram numa missão impossível a tentar perceber o filme.

É aquele tipo de histórias que no final toda a gente tem uma opinião diferente e uma forma de "ver" e "pensar" diferente tal como a imaginação de cada um é diferente, uns preferem Colin Farrel outros Johnny Depp, quando virem o filme perceberão o que quero dizer.

Johnny Depp e Heath Ledger fariam com certeza no futuro uma excelente equipa, no entanto isso não foi possível, revelo publicamente a minha mais sincera mágoa para com o que se sucedeu com este belíssimo actor que era (e continuará a ser até que a minha memória o permita), Heath Ledger.

segunda-feira, março 8

And the Oscar goes to...


Melhor Curta - The New Tenentes
Melhor Curta em Documentário - Music by Prodence
Melhor Curta de Animação - Logorama
Melhor Documentário - The Cove
Melhor Direcção Artistica - Avatar
Melhor Caracterização/ Maquilhagem - Star Treck
Melhor Guarda-Roupa - The Young Victoria
Melhor Filme de Animação - UP
Melhor Banda-Sonora - UP
Melhor Música Original - Crazy Heart
Melhores Efeitos Especiais - Avatar
Melhor Fotografia - Avatar
Melhor Montagem - The Hurt Locker
Melhor Mistura de Som - The Hurt Locker
Melhor Som - The Hurt Locker
Melhor Filme Estrangeiro - The Secret in Their Eyes (Uma supresa da noite)
Melhor Argumento Adaptado - Precious
Melhor Argumento Original - The Hurt Locker
Melhor Actor Secundário - Christoph Waltz (Inglourious Basterds)
Melhor Actriz Secudária - Mo'nique (Precious)
Melhor Actor Principal - Jeff Bridges (Crazy Heart)
Melhor Actriz Principal - Sandra Bullock (The Blind Side)
Melhor Realizador - Kathryn Bigelow (The Hurt Locker) (Grande surpresa e a 1º mulher a ganhar um óscar nesta categoria)

MELHOR FILME - The Hurt Locker =O
(Desde 1943 que não tinhamos 10 nomeados)

Grande apresentação por parte de Steve Martin e Alec Baldwin, muitas espectativas e sem desilusão. A gala em si não foi tão interessante como o ano passado, no entanto teve dinâmica e a abertura da gala foi muito Broadwa, como ja se tinha verificado o ano passado.
Algumas apresentações não conseguiram acompanhar o ritmo da gala, como foi o caso de Miley Cyrus e Amanda Seymon.
Os tributos foram muito interessantes, e causaram alguma emoção ao público,principalmente o momento que pretenceu a John Hughe (Realizador do Clube e Sozinho em Casa), foram minutos de grande tensão e causou algumas lágrimas.
O momento alto da noite é como sempre o tributo aqueles que faleceram durante o ano 2009, causou arrepios e mágua como sempre, pois é nestes momentos que nos aprecebemos que o cinema ficou mais pobre e desamparado. Saudações a todos aqueles que partiram mas deixaram o seu legado, um Adeus muito sentido por parte da academia.
The Hurt Locker arrecadou mais Óscares do aquilo que se esperava (estranho), rodeado de grande polémica por parte deste filme devido à alegada pressão que o produtor do mesmo exerceu na academia para apoiar filme independentes e não filmes de 3 milhões de dólares, falou obviamente de Avatar, e a alegada originalidade do argumento. Por esse motivo o produtor foi punido não sendo convidado para a gala.
A categoria de Banda-Sonora foi apresentada com grande originalidade, sem duvida espectacular!
Não houve emoção como no passado ano, no entanto não causou sono aos espectadores o que, diga-se de passagem, é bastante importante a esta hora da manhã e depois de uma noite em claro!
São 5 da manhã como sempre voltarei mais tarde para comentar com mais detalhe.

sábado, março 6

Alice in Wondeland - Ponderação

Estou de novo aqui para reconhecer um erro que cometi ao expressar a minha opinião.

Não expliquei o porquê a minha desilusão em relação às personagens de Anne Hathaway e Mia Wasikowska, passo a fazê-lo neste breve comentário.

Anne Hathaway esteve muito teatral, excesso de mímica e falta de ligeireza/subtileza nessa mesma mímica, reconheço que a personagem em si é vazia e pouco subsistente e por esse motivo a interpretação tivesse sido mais fraca. Quanto a Mia Wasikowska também a acho bastante teatral com falta de vida e talvez um pouco de experiência, considero que Anne Hathaway seria muito melhor Alice do que Mia Wasikowska!

Em relação ao resto do comentário talvez tenha sido um pouco frio e desconsolado, esclareço que foi propositado, pois a minha desilusão em relação a esta fita foi muito superior a qualquer outra desilusão cinematográfica, visto que incorpora um dos meus realizadores favoritos e a minha dupla de actores predilecta (Johnny Depp e Helena Boham Carter).

Alice in Wondeland


Para onde foi Tim Burton? Onde está ele? Onde está a sua criatividade? Onde está o seu argumento irónico/sarcástico com uma pitada de comédia?

Não sei muito bem o que pensar sobre este filme, não tenho a certeza do que vi! Será um sonho? Talvez! Porque na vida real Tim Burton não é nem de perto nem de longe o que está representado nesta película. Já li diversas opiniões a lisonjear a interpretação de Johnny Depp, sem dúvida que é fantástica, sem dúvida que é Jack Sparrow, meus caros se reparem bem e atentamente na personagem de certo que as semelhanças vão ser muitas. No entanto dou os meus parabéns a este senhor, porque mesmo tendo um pouquito de Jack Sparrow continua a ser fantástico. Helena Bohann Carter está como sempre divina, a melhor entre os actores! Anne Hathaway e Mia Wasikowska estão ambas francamente mal, especialmente a primeira, estava à espera de muito mais.

Comparei e muito o diálogo entre as personagens com os anteriores trabalhos de Tim Burton e tenho a dizer que a comparação nem sequer é possível. Falta-lhe magia, falta-lhe essência, falta-lhe algo que não sei explicar com palavras.

Maravilhosos, fantásticos, deslumbrantes, divinos, catastroficamente fascinantes são sem dúvida os cenários e o guarda-roupa! Sem palavras! Efeitos especiais também eles muito bem conseguidos!

A cena final do Chapeleiro Louco a dançar nem parece obra de Tim Burton, tem mais a ver com a Disney, mas isso serão outros assuntos que não me compete a mim discutir. A dança é desnecessária desenquadrada e ridícula!

Desde 2007 que espero por este filme, desde 2007 que as expectativas estão sempre a crescer, para uns estas esperanças caíram por terra, para outros subiram ao céu, para mim honestamente caíram no abismo da desilusão!

Onde está o Senhor Tim Burton? É a pergunta que faço aos fans! Nos cenários? Na roupa? Isso não é Tim Burton Senhoras e Senhores, o nome Tim Burton acarreta muito mais do isso!

terça-feira, fevereiro 23

An Education

An Education - Uma outra Educação conta a história de uma rapariga com o nome de Jenny de 16 anos, com duas opções de vida, na primeiro poderá ir para Oxford estudar e tornar-se uma mulher aborrecida como todas as outras, na segunda poderá ter uma vida animada e "dandy" a ouvir boa música e a comer boa comida ao lado do seu "teddy boy".

A história é já em si bastante interessante e colocada lado a lado diversão e dever, leva-nos a viajar pelas escolhas que fazemos e as suas consequências. o argumento é poderoso, fascinante, envolvente e ao mesmo tempo terno, que combinado com os brilhantes actores torna este filme uma obra prima britânica! British movies are the best!

Peter Sarsgaard foi muito bem escolhido, fez uma maravilhosa interpretação ao lado de Carey Mulligan, também ela fantástica e merecedora de Óscar, apesar de ainda ser muito nova em comparação com as restantes candidatas. Devo salientar que este deve ser o único papel em que posso elogiar Dominic Cooper.

O Guarda-Roupa muito "French" misturado com "London Style" é genial. Os cenários e paisagens são deslumbrantes.

O final é magnífico, a escolha entre a felicidade leviana e o dever, entre o que é socialmente correcto e aceitável e o que é moralmente incorrecto.
Simples mas absolutamente brilhante!